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Earthflight: um documentário de tirar o fôlego!

Fim de semana chuvoso, preguiça de fazer qualquer coisa. Ligo o computador e descubro um documentário chamado Earthflight, lançado pela BBC em 2011. Me pergunto como não fiquei sabendo dele antes e começo a assistir. Pra minha surpresa, nada de David Attenborough. Mas reconheço a voz que narra: é o Dr Who!

O primeiro episódio é sobre a América do Norte. Cenas estonteantes mostram o mundo como visto, lá do alto, por um bando de gansos selvagens em migração. Garças-brancas-grandes acompanham, perigosamente, golfinhos caçadores para conseguir comida fácil. Gaivotas se empanturram de moscas em uma lagoa salgada na Califórnia. Definitivamente, não são coisas que vemos todos os dias.

O documentário foca na migração de aves de grande porte, ícones de cada continente. As filmagens são impressionantes e revelam os maiores obstáculos que estas aves devem superar durante seus longos trajetos, como a necessidade de encontrar locais de parada, alimento, condições climáticas favoráveis e a ameaça constante dos predadores. Bandos imensos fazem o que podem para driblar as aves de rapina. As manobras coletivas de milhares de periquitos australianos para fugir de um falcão estão entre minhas cenas favoritas.

O episódio sobre a América do Sul mostra o condor-dos-andes, carcará, harpia, araras e outros psitacídeos, beija-flores e o pavãozinho-do-pará. Também revela os ninhos dos andorinhões, sob as cataratas do Iguaçu. Esse episódio passou em um Globo Repórter, algum tempo atrás.

Toda a série levou 4 anos para ser gravada. O sexto e último episódio é um making of que mostra como o documentário foi produzido. Mais de 100 espécies foram registradas em cerca de 40 países, 6 continentes. Para isso foram utilizadas desde câmeras espiãs, drones e planadores com controle remoto até câmeras carregadas por aves treinadas. Algumas das imagens mais difíceis foram obtidas com aves domesticadas, cujo voo foi acompanhado de perto com trikes. Saber disso pode tirar um pouco da magia do documentário, mas não há como negar que o resultado são imagens belíssimas.