cuzco

Observando aves em Cuzco

Este ano resolvi aproveitar as férias para conhecer a famosa Machu Picchu e, de quebra, participar do IX Congresso de Ornitologia Neotropical. Nem preciso dizer que tive muitas oportunidades de passarinhar! Enquanto não sobra tempo para identificar todas as espécies que fotografei (são tantos beija-flores…) resolvi escrever um pouquinho sobre Cuzco, que foi o ponto de partida para todos os passeios.

Na verdade, Cuzco não é exatamente o melhor lugar para avistar pássaros. Embora o centro turístico seja simpático, o resto da cidade não é lá muito bonito. E a cidade é bem pouco arborizada. Ainda assim, com os olhos bem atentos é possível encontrar algumas preciosidades em meio à histórica cidade.

Sanhaço papa laranja

Sanhaço-papa-laranja (Pipraeidea bonariensis)

Todos os dias, no café-da-manhã, um bando de sanhaços-papa-laranja me fazia companhia. O albergue onde fiquei hospedada tinha um lindo jardim, e para minha sorte uma das árvores estava carregada de frutos.

tico tico

Tico-tico (Zonotrichia capensis)

Tico-ticos invadiam todas as praças. Provavelmente é a espécie mais abundante, tanto em Cuzco como em todos os outros lugares por onde passei. O que me deixou intrigada foi o canto, bem diferente do que estou acostumada a ouvir aqui no sudeste do Brasil. Queria ter levado um gravador para registrar!

Diglossa brunneiventris

Pincha-flor-de-garganta-negra (Diglossa brunneiventris)

Este “pincha-flor” foi a espécie que mais me encantou! Não era difícil de encontrar, estavam sempre nos arbustos de flores vermelhas que colorem as praças do centro turístico. Que plumagem mais bonita!

Zorzal chiguanco

Zorzal-chiguanco (Turdus chiguanco)

Filhote de Zorzal chiguanco

Filhote de Zorzal-chiguanco (Turdus chiguanco)

Outra ave bem comum na cidade é o Zorzal-chiguanco. Esse filhote (ou “pichón”, como eles falam por lá…) estava na praça em frente ao local do congresso, e ficou imóvel por um tempão, enquanto um bando de biólogos animados tiravam fotos.

Columba livia

Pombo-doméstico (Columba livia)

E é claro que não poderiam faltar pombas! Faziam a festa das crianças na Plaza de Armas. Mas preciso ressaltar que foi a única ave exótica que vi por lá. Nem mesmo pardais observei. Talvez ainda não tenham se adaptado a um clima tão árido… Eu sofri bastante por lá, e olha era uma das épocas mais “úmidas” do ano.