O Museu de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia foi inaugurado em 1823 e é o museu mais antigo da Argentina. Ele está localizado no Parque Centenário, em Buenos Aires (razoavelmente perto da estação de metrô Ángel Gallardo) e já foi construído com o intuito de abrigar uma coleção naturalista e ser aberto para visitação. O edifício é muito bonito e na fachada você encontra vários painéis em relevo que ilustram a fauna nativa da Argentina: condores-dos-andes, flamingos, pumas, entre outros.

O museu conta com várias exibições, abrangendo temas como Paleontologia, Anatomia Comparada, Geologia e organismos marinhos, mas fiz uma visita rápida e só tive tempo de aproveitar mesmo o setor de Ornitologia. Ele é bem amplo, proporcionalmente maior que outras exposições do museu. Logo no início encontrei explicações gerais sobre algumas das características da Classe Aves e uma bela linha evolutiva que mostra sua origem a partir de um grupo de dinossauros e a conquista do voo.

A partir de então encontrei esqueletos e muitas aves taxidermizadas. E quando digo muitas, é porque eram muitas mesmo. São 230 espécies de aves em exposição! A maioria delas são espécies que ocorrem na Argentina. Elas estão espalhadas em painéis bem modernos (bem diferente do visual mais retrô que encontrei no Museu de La Plata) e também aparecem em diversos dioramas que representam ecossistemas emblemáticos da Argentina: Pampas úmidos, região costeira patagônica, Gran Chaco, Selva Missioneira e, porque não, o ambiente urbano.


O que mais chamou minha atenção foram os exemplares de aves que, infelizmente, já se encontram extintas. O periquito-da-carolina era a única espécie de psitacídeo nativa da América do Norte, e está extinto desde 1918. O maçarico-esquimó é considerado extinto por muitos, uma vez que não existem observações confirmadas dessa espécie migratória desde 1963. Na exposição do museu ele ainda aparece como “em perigo de extinção”.

Outra ave extinta que sempre me causa arrepios é o famoso pombo-passageiro, que também encontra-se em exposição no museu. Este pombo, que já foi muito numeroso na América do Norte, está extinto desde 1914.

Visitei este museu sem muitas expectativas, e acabei encontrando uma belíssima exposição sobre aves. Bem maior e mais completa do que eu esperava. A Argentina sempre me surpreendendo! :)